Voce Crer em Milagre???

Gabriela Sampaio

Gabriela Sampaio

Historia do dia Internacional da Mulher

História do Dia Internacional da Mulher História do Dia Internacional da Mulher, significado do dia 8 de março, lutas femininas, importância da data e comemoração, conquistas das mulheres brasileiras, história da mulher no Brasil, participação política das mulheres, o papel da mulher na sociedade

História do 8 de março
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

Marcos das Conquistas das Mulheres na História
1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.

1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas

1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres

1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.

1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças

1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina

1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres





Levita Gabriela

sou uma levita que ama Deus e assima de tudo acredito no milagre pois verdadeiramente eu sou um milagre de deus,que da cinza e do pó e do muturu Deus me levantou quando eu pensei qe ñ tinha solução para minha vida,hj eu posso dizer qe conheso a cristo o meu redentor vive Procuro alguém Não precisa ter beleza exterior Mas que o seu interior seja lindo Que me ame e que me faça o amar profundamente. Procuro alguém Que me dê o seu sorriso mais bonito Que pra mim, sobre os abraços mais apertados Que seus beijos, nos meus lábios, sejam os mais molhados Procuro alguém Não precisa ser perfeito Para que eu tenha a chance de crescer junto Procuro alguém Que seja fiel a seus sonhos Que me faça sentir a sua falta Que me faça esquecer a vida Que por mim não sinta só desejo Mas, infinitamente amor Procuro Alguém Que me aceite do jeito que eu sou Que não brinque com os meus sentimentos Que seja digno e inteligente Que dê valor ao meu amor E quando eu te As vezes nossa vida é assim: Enfrentamos o mar vermelho Caminhamos pelo deserto Pegamos um barco e somos apanhado por um temporal no meio do mar Chegando em terra somos afrontados por gigantes, Entramos na cova dos leões, Somos lançados na fornalha de fogo, Vendidos como escravo, E inocentes diante de Deus pelos homens somos acusados... MAS , SE CRERES O mar vai se abrir No deserto providência não vai faltar A tempestade vai cessar O gigante cairá Na cova os leões não vão te tocar Na fornalha o fogo não te queimará Da escravidão você sairá para Reinar E os teus acusadores te verão Triunfar Ouse crer Deus vai até o fim com você LEMBRE-SE : VOCÊ É VENCEDOencontrar... Minha Vida Eu Α gαrotα sem noçααo Que fαz tdu pαrα conseguir o que quer... Eu αdimito que sou loucα msm, pq eu nααo tento ser umα pessoα que nααo sou Pode αté nααo gostααr de miim, problemαα seu ! Aqueles que fαzem mαl α miim, serααo recompensαdos no inferno Sou aqueelα que vc nuncαα serα Pq eu sou úniicα Se quiser me copiαr ' á vontααde, pois os outros sαberααo que vc nααo é ORIGINAL Eu siigo miinhα vidαα em freente e o que tiver de ser SERÁ, Pois os obstαculos da viidα viirααo pαrα miim e eu nααo tenho meedo, pq eu vou vencê-los Eu viivo miinha vidαα da formα que eu gostoo Pq o que eu mααis queroo é ser feliz Nuuncα tente me rotulαr, pq vc aiindα nααo me conhece ! Nααo sou feiitα de elogiios, mαs quando recebo αlgum me derreto quem sou eu: Sou umα pessoα totαlmente diferente   dαs que você encontrα por αi. Nαo sou perfeitα, sou αpenαs eu mesmα! Nαo me αbalo com o que me fazem,      simplesmente pαsso por cimα,   tudo passα,sempre passα. Nαo sou mαh, sou α pessoα certα de um jeito errαdo. Como todo mundo eu quero é ser feliz!   e nαo me importo com α suα opniαo tα legαl    Nαo me julgue pela

Gabriela Sampaio

domingo, 30 de maio de 2010

Estudos Teologia Hermeneutica


A Lei da Revelação Progressiva
ESTUDOS EM HERMENÊUTICA BÍBLICA

Ou, Leis Básicas de Interpretação da Bíblia

Pr. Teologo José Ramos Bacharel em Teologia

Com isso queremos dizer que a Bíblia foi escrita durante um longo período de tempo, e só no final do primeiro século da era cristã o cânon das Escrituras estava completo e concluído. E foi muitas vezes o caso que declarações inspiradas posteriores suplementaram e interpretaram as primeiras declarações. As palavras de B. H. Carroll são relevantes aqui:“O processo de desenvolvimento da Bíblia ocorreu em dois aspectos: (1) Parte desse processo é que durante pelo menos 1.600 anos foram acrescentando documentos após documentos. Daí, os simples ou principais tipos de palavras aparecerão nos documentos mais antigos; os tipos de palavras mais expandidos e secretos poderão vir à tona só mais tarde. (2) Outra parte desse processo é que houve acréscimo de fato para fato, e verdade para verdade, mediante o qual doutrinas que no começo só tinham um broto no fim se expandiram até amadurecerem em flor. Em seu início a Bíblia escolhe e aponta para a raiz completamente suficiente da qual todas as doutrinas brotam. A raiz é Deus. Nele são inerentes todas as virtudes que podem criar e sustentar um mundo. Portanto, conhecendo a ele, a criatura inteligente conhecerá as doutrinas que podem instruí-la e edificá-la. Daí a forma elementar de uma doutrina se achará nas partes mais antigas das Escrituras; a forma mais desenvolvida nos livros posteriores. Isso cria duas regras similares de interpretação. O sentido de uma palavra ou frase num livro posterior das Escrituras não deverá ser transferido para um livro mais antigo, a menos que o contexto exija. A forma de uma doutrina numa parte subseqüente da Bíblia não deve ser aceita como plenamente desenvolvida numa parte precedente sem a sanção do uso e do contexto”. — An Interpretation of the English Bible (Uma Interpretação da Bíblia em Inglês), Vol. I, p. 31.Como exemplo dessa lei citamos as declarações dos profetas do Antigo Testamento, as quais hoje são muitas vezes consideradas como declarações que tinham aplicação somente para aquelas pessoas a quem foram imediatamente entregues, e cujos sujeitos eram apenas pessoas e eventos históricos então em existência. Mas as Escrituras do Novo Testamento falam de modo diferente quando mostram que essas declarações eram muitas vezes previsões de coisas futuras. “Sim, e todos os profetas, desde Samuel, todos quantos depois falaram, também predisseram estes dias”. (Atos 3:24) De novo, durante muitas centenas de anos poucos homens viram nos Salmos qualquer coisa mais importante do que os relatos de Davi acerca de suas próprias experiências difíceis e aflições, e sua conduta sob essas circunstâncias. Mas o Novo Testamento revela o sentido profético dos Salmos. “Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o teu reino, Nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno, nem a sua carne viu a corrupção”. (Atos 2:30-31) O Livro de Hebreus é um excelente exemplo disso também, pois Hebreus é, de fato, um comentário sobre o sistema sacrificial inteiro do Velho Testamento, e não se pode com justiça entender muito do Pentateuco sem uma relação a esse sistema. No Pentateuco, o tipo foi apresentado, enquanto em Hebreus o tipo foi explicado, e o antítipo foi apresentado. Mas não só o livro de Hebreus, mas também todo o Novo Testamento sustenta esse caráter de uma interpretação do Velho Testamento, e acerca do relacionamento dessas duas divisões da Bíblia Sidney Collett observou com justiça que —“O Novo no Velho está contido,

A Lei da Submissão
ESTUDOS EM HERMENÊUTICA BÍBLICA

Ou, Leis Básicas de Interpretação da Bíblia
É um fato verdadeiro que ninguém pode vir a entender genuinamente a Palavra de Deus enquanto ele estiver apegado a uma idéia preconcebida sobre o sentido de determinada passagem. Muitas vezes ele é motivado nisso por interesse próprio. A idéia preconcebida é um bloqueio mental que resiste eficazmente à verdade. Observamos isso numerosas vezes na vida de Cristo, pois muitos dos judeus foram até Ele ao saberem dos grandes milagres que Ele realizava. Contudo, quando Ele não aceitou ser forçado a entrar no molde das idéias preconcebidas que eles tinham dEle quanto ao que o Messias deveria ser, eles foram embora decepcionados e bravos, e foram no final os que gritaram: “Crucifica-O! Crucifica-O!” O orgulho, o preconceito e as idéias preconcebidas podem levar uma pessoa a fazer loucura.Se o homem é uma criatura caída e depravada, e as Escrituras declaram esse fato com abundância, então não se deve jamais deixar a vontade da carne exaltar-se acima da vontade revelada de Deus. Na medida em que o Espírito de Deus é o Autor das Escrituras, bem como o Interpretador delas, deve-se olhar somente para Ele a fim de se obter a interpretação certa desse Livro. “Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.” (1 Coríntios 2:11) A fim de alcançar a interpretação certa das Escrituras, o homem deve ser submisso ao Espírito de Deus, pois há outros “espíritos” que certamente o desviarão se não se buscar a liderança do Espírito. Em 1 Coríntios 2:11-12 se mencionam três espíritos distintos que podem influenciar as reações do homem. Há: (1) O espírito humano, (2) O Espírito Santo, e (3) O espírito do inferno, que é Satanás em seu papel como o “deus deste mundo”, 2 Coríntios 2:4. Pelo fato de que ele não é onipresente como o Espírito de Deus, ele tem muitos “espíritos enganadores” — demônios — que o ajudam em seus enganos, 1 Timóteo 4:1, e esses são as causas de todas as doutrinas falsas.Que essa submissão necessária se ache geralmente nas pessoas verdadeiramente nascidas de Deus, mas só nelas, é indicada na declaração de 1 Coríntios 2:12-14: “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. A diferença nesses dois tipos diferentes está na submissão do cristão a Deus.Essa necessidade de submissão foi o que Jesus mencionou quando disse: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo”. (João 7:17) Esse mesmo dever foi apresentado no Antigo Testamento, em Oséias 6:3: “Então conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR”. Nada ajuda mais alguém a vir a interpretar corretamente as Escrituras do que ter uma vontade humilde e submissa para fazer a vontade de Deus, e nada perverte tão rapidamente a verdade como uma má vontade de fazer o que Deus tem revelado como Sua vontade. Essa Lei, pois, é de grande importância, e deve ser secundária só ao fato de que já se fez uma revelação da vontade de Deus. Nenhuma atitude do estudante da Bíblia é tão importante como essa.“Assim como a Bíblia nos foi dada para propósitos práticos, influenciando caráter, conduta e destino, nosso estudo da Bíblia, para ser proveitoso, deve estar em linha com esses propósitos. O ponto central de toda lição, pois, será sua doutrina nessas questões, e essa doutrina deve ser de tal forma recebida pela fé e assimilada pela obediência a ponto de se tornar um conhecimento por experiência. ‘Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus’. A confirmação contínua e certeza elevada de que estamos interpretando corretamente a Palavra divina pode vir somente aos que podem dizer: ‘Então conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor’, no mesmo modo de experiência que traz suas bênçãos com cada passo a frente. ‘Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito’”. — B. H. Carroll, An Interpretation of the English Bible (Uma Interpretação da Bíblia em Inglês), Vol I, p. 9. Dá para ver facilmente a verdade de João 7:17 quando consideramos que todo ateu militante estuda as Escrituras, mas nunca chega a conhecer a verdade. O motivo disso é que ele estuda com o objetivo de refutar e derrubar os ensinos da Palavra de Deus, e por esse motivo, ele é incapaz de vir a entender verdadeiramente seu sentido. Sua atitude é errada, pois ele está determinado em sua oposição a Deus, e Deus pois não lhe dará a o discernimento para entender corretamente a verdade espiritual.“Nessa declaração nosso Senhor declarou um princípio de suprema importância prática. Ele nos informa como certamente se pode alcançar o alvo em conexão com as coisas de Deus. Ele nos diz como se obter discernimento e certeza espiritual. A condição fundamental para se obter conhecimento espiritual é um desejo genuíno de coração de realizar a vontade revelada de Deus em nossas vidas. Sempre que o coração está reto Deus dá a capacidade de compreender Sua verdade”. — A. W. Pink, The Gospel of John (O Evangelho de João), Vol. I, p. 385.É um engano comum os homens suporem que eles têm a capacidade de entender as coisas espirituais somente pelo mero exercício de suas faculdades mentais naturais. Mas as Escrituras negam isso em muitos lugares, pois as coisas espirituais progridem de acordo de leis espirituais, e só dá para entendê-las quando se reconhece essas leis espirituais e se submete ao Autor Divino das Escrituras. “E, ainda que tinha feitos tantos sinais diante deles, não criam nele; para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Por isso não podiam crer, então Isaías disse outra vez: Cegou-lhes os olhos, endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, e se convertam, e eu os cure”. (João 12:37-40) Esse mesmo texto de Isaías 6:9-10 é citado pelo menos em três outros lugares no Novo Testamento no mesmo contexto. “Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os outros foram endurecidos”. (Romanos 11:7) “Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido”. (2 Coríntios 3:14) É mediante somente pelo poder iluminador do Espírito de Deus que alguém pode entender as verdades espirituais da Bíblia. E é frequentemente verdadeiro que aqueles que têm mais aprendizado humano, pelo fato de que confiam nisso em vez de serem conduzidos pelo Espírito, chegam a entender com menos plenitude a verdade do que aquele que tem menos formação educacional, pois este está consciente da necessidade de ser instruída pelo Espírito de Deus. Foi a própria promessa do Senhor que declarou: “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir”. (João 16:13) Observe que o Espírito guiará em toda a verdade, e portanto quando alguém vier a conhecer a verdade, é mediante a obra do Espírito Santo e não por outro meio. Desses fatos torna-se óbvio que a qualquer momento que alguém rejeita o ensino do Espírito Santo, e confia somente no raciocínio humano para entender a Palavra de Deus, ela imediatamente cai vítima da frustração e confusão. Este não está em submissão ao Autor e Intérprete das Escrituras. Olhando com objetividade o caso não pode ser de outro jeito. Somente onde há uma plena submissão ao ensino e liderança do Autor das Escrituras pode a capacidade de entender profundamente o verdadeiro sentido delas ser recebida.

A Lei do Sentido Comum
ESTUDOS EM HERMENÊUTICA BÍBLICA

Ou, Leis Básicas de Interpretação da Bíblia

O que se quer dizer com essa lei é que onde certa palavra é usada nas Escrituras, deve-se entendê-la em seu sentido mais comumente aceito em todo caso onde é possível. Pensando um pouco perceberá a razão para essa Lei. Se Deus tivesse a intenção de dar uma revelação de Si mesmo à humanidade, é esperado 1que Ele a daria em palavras que o homem pudesse entender facilmente, e não encobrir o sentido em termos misteriosos e desconhecidos. A Palavra de Deus é chamada de “revelação” (grego apokalupse), porque revela Sua vontade e caminho ao homem. Se Sua palavra tivesse o objetivo de esconder Sua vontade e caminho ao homem, teria sido chamada apocriypha — algo escondido — que jamais é o caso. Conforme observamos antes, Deuteronômio 29:29 deixa claro que “As coisas encobertas são para o SENHOR, nosso Deus; porém as reveladas são para nós e para nossos filhos, para sempre, para cumprirmos todas as palavras desta lei”. E o Senhor dá testemunho de Sua determinação de revelar Sua verdade em outros lugares. “Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas”. (Amós 3:7) Essas duas passagens assim mostram que o que Deus revela ao homem é bem pertinente a ele, e o que é mantido em segredo dele não tem nenhuma relevância para ele, nem é ele responsável por isso. A obscuridade deliberada é impensável numa revelação.Mas se essas coisas são assim, então é óbvio que ao dar uma revelação de Sua vontade ao homem, Deus não obscureceria deliberadamente o sentido dela, mas a apresentaria nos termos mais claros necessários para o homem entendê-la. Se fosse de outro jeito, não se poderia fazer com que o homem prestasse contas por conhecê-la, pois até mesmo a lei humana reconhece o princípio, e declara que nenhuma lei obscura tem alguma força obrigatória. Se cremos que a Bíblia é a revelação de Si mesmo e Sua vontade ao homem, então devemos também crer que ela será expressa em termos que o homem possa entender. E certamente indicam isso as centenas de exemplos em que as Escrituras dizem “Então falou Deus todas estas palavras”, ou “veio a palavra do Senhor”, e outras declarações semelhantes que indicam que o que é entregue é compreensível àqueles a quem é falado.Por esse motivo não temos a liberdade de entender qualquer palavra em qualquer sentido, exceto seu sentido mais natural e comumente aceito, exceto em raras exceções, que consideraremos mais tarde neste estudo. Alguém bem disse: “Se o sentido comum de uma palavra faz sentido, então não busque outro sentido”. A tolice de fazer de outro jeito foi mostrada nos primeiros dias da história cristã, pois até hoje o entendimento de muitas pessoas acerca das Escrituras foi arruinado pelas interpretações loucas que certos antigos comentaristas da Bíblia aplicaram às Escrituras. Orígenes (c. 185-254) de Alexandria, um dos tão chamados “Pais da Igreja”, popularizou a espiritualização até mesmo dos textos mais simples e ensinando que eles sempre tinham algum significado misterioso e oculto que não era óbvio ao crente comum. Seu método de descartar até os ensinos mais claros foi seguido por alguns em todas as gerações. É claro, o ego do pregador se sente bajulado se ele puder afirmar achar nos textos simples o que não é evidente para ninguém mais, e isso explica, em grande parte, a popularidade de tais meios não bíblicos de lidar com a Bíblia. Um desejo orgulhoso de obter glória para si é sempre uma tentação para qualquer um, inclusive pregadores. Tendo dito isso, deve-se reconhecer que há partes das Escrituras que têm sentidos simbólicos ou representativos, pois o próprio Senhor e Seus escritores inspirados às vezes mostram isso. Mas devemos ter o cuidado de não inventar tais interpretações, e principalmente nunca ir atrás de tal modo de interpretação que menospreze o sentido literal do texto.Mais que freqüentemente, a única razão para não se querer entender uma palavra ou texto em seu sentido mais comumente aceito é que essa palavra ou texto entra em conflito com preconceitos pessoais. Podemos usar como exemplo principal disso a controvérsia que se travou durante os últimos quatro ou cinco séculos por causa das palavras gregas que são traduzidas “batizar” e “batismo”, na maioria das versões do Novo Testamento. Durante os primeiros treze séculos ou mais dessa era ninguém questionava o fato de que essas palavras gregas significavam o ato de imergir ou imersão. Essas palavras sempre tinham a ver com a introdução de alguém ou algo numa solução ou material penetrável. Era uma verdade clara como o sol. Mas começando no século catorze muitas igrejas começaram a se afastar da imersão como o modo correto da ordenança cristã como o pré-requisito de ser membro da igreja. E quando os batistas da época as desafiaram nessa questão, elas tentaram justificar seu afastamento pondo em dúvida os significados comuns das palavras, e essa prática tem continuado até hoje entre os desobedientes. Contudo, poucos eruditos religiosos de qualquer renome arriscarão sua reputação negando que o sentido básico dessas palavras é de imergir, mergulhar, abluir-se ou submergir. Quando este escritor estava preparando seu livro texto “Estudos Acerca da Verdade da Igreja” alguns anos atrás, ele pesquisou literalmente centenas de testemunhos dos léxicos gregos, acadêmicos gregos, comentaristas bíblicos, professores de seminários, e outros com relação a esse assunto. Ele descobriu que antes dos últimos cem anos aproximadamente, só dois nomes importantes negavam que esse fosse o sentido mais comum de baptizo e baptisma. Um desses foi um conhecido teólogo que por sua própria confissão não era um especialista em línguas. O outro era o renomado Léxico Grego Liddell e Scott. Mas eles receberam tantas críticas de todas as áreas do Cristianismo por darem “aspergir” como um sentido possível, que em sua edição seguinte, eles o removeram completamente e não lhe fizeram nenhuma referência. Os acadêmicos sinceros são compelidos a admitir que a imersão é o sentido principal dessas palavras.Muitos pregadores modernos, em seu esforço para justificar sua prática não bíblica de aspergir ou derramar e chamar isso de batismo, têm tentado voltar atrás no sentido secundário e metafórico dessas palavras gregas, que podem ser “cobrir completamente”. Mas até mesmo isso não lhes dá nenhum consolo ou ajuda, pois o sentido metafórico ainda se baseia no sentido literal da palavra e não pode ser oposto em sentido a ela. Em nenhum outro caso que conhecemos o sentido comum de uma palavra é mais bem estabelecido, ou a tolice que acompanha o ato de se afastar do sentido comum mais evidente, do que no caso do mandamento do batismo. Assim, isso ilustra a grande importância na interpretação bíblica de perseverar no sentido principal das palavras bíblicas.Nem é o batismo o único exemplo da violação desse princípio, pois a palavra grega que é traduzida “igreja” (ekklesia) tem da mesma forma sofrido muito abuso, resultando no que é quase mundialmente ensinado com um falso sentido. Essa palavra grega deriva-se de ek, fora de, e kaleo, chamar. Como verbo, significa convocar, e foi comumente usado desse jeito no grego. Como substantivo, refere-se a “uma assembléia convocada”, e jamais é usada no Novo Testamento ou na versão grega do Antigo Testamento, nem nos apócrifos com qualquer outro sentido. A idéia de uma igreja visível e universal nunca foi apresentada até dois ou três séculos depois de Cristo, e quando foi apresentada, veio de homens arrogantes e ambiciosos que desejavam ser senhores soberanos sobre mais do que as assembléias locais. E mais incoerente ainda, a idéia de uma igreja invisível e universal é de época bem recente, sendo inventada nos dias da Reforma. Contudo, um cristão hoje será isolado como um completo herético se ele apenas expressar dúvida acerca da “Igreja” sendo universal. Essa questão é tratada extensivamente no volume um da mencionada obra do autor acima.Mas dissemos que em raros casos seria justificável afastar-se do sentido principal de uma palavra e aceitar um sentido secundário. Sob quais circunstâncias isso seria assim? Somente se o sentido principal de uma palavra, se aceito, se chocasse violentamente com alguma outra doutrina ou interpretação. Mas isso será um acontecimento bem raro. Muito mais comumente, quando isso parece ser o caso, ver-se-á que é um conflito inventado, feito a fim de justificar o ato de deixar o sentido principal, ou então o conflito evidenciará que uma ou outra das duas interpretações aparentemente em conflito é errônea.E como dissemos, tal exemplo em que temos justificação para deixar o sentido principal em troca de um sentido secundário será bem raro. No entanto, isso ocorre em raras ocasiões, mas mesmo então, tal troca jamais contradirá o sentido principal, nem lhe será contrário, a menos que a palavra tenha um prefixo ou uma partícula adversativa ligada a ela que a contradiga, que é comumente feito. Mas isso confirma o sentido principal de uma palavra em vez de justificar um afastamento do sentido.Muitas vezes supõem que a Bíblia foi escrita em tal linguagem técnica que as pessoas comuns não podem entendê-la, e conseqüentemente que os únicos intérpretes confiáveis da verdade bíblica são aqueles com um título de doutor. Na realidade, a verdade é quase o oposto, pois as pessoas comuns, se nasceram de novo e são habitados com o Espírito de Deus, geralmente entenderão as palavras das Escrituras em seu valor mais aparente, e daí não buscarão ir além do sentido comum dos termos. Por outro lado, os que são “doutores da lei” (e não estamos condenando a educação nem os títulos em si) têm a tendência de ficar insatisfeitos com o sentido básico de uma palavra, mas querem se aprofundar mais do que o sentido superficial, e o resultado é que eles se inclinarão a ignorar o sentido comum. A educação formal é boa, e todo cristão deve se esforçar para obter tanto quanto puder. Mas a tragédia é que em muitos círculos religiosos, acham erradamente que a posse de um título ou dois automaticamente signifique que uma pessoa é um homem espiritual, e tal não é o caso. O mundo religioso está cheio de religiosos sem salvação que têm muitos títulos elevados, mas não têm percepção para entender a verdade espiritual. Independente de quantos títulos o homem natural tenha, ele não entenderá a verdade espiritual, 1 Coríntios 2:14.Às vezes o próprio orgulho influencia o desejo de trazer indiferença ou questionamento do sentido comum de uma palavra nas Escrituras, e isso já levou a alguns dos maiores debates e conflitos sobre palavras. E é interessante que o grego logomacheo de onde extraímos nossa palavra em português “logomaquia” (ser contencioso sobre palavras) se acha no contexto imediato da admoestação de Paulo a Timóteo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado”, etc., pois está escrito: “Traze estas coisas à memória, ordenando-lhes diante do Senhor que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam e são para perversão dos ouvintes.” (2 Timóteo 2:14) Aliás, Paulo várias vezes avisa contra contendas acerca de palavras, 2 Timóteo 2:23; Tito 3:9. E ele declara que essas contendas acerca de palavras brotam do orgulho e ignorância. “Se alguém ensina alguma outra doutrina e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, contendas de homens corruptos de entendimento e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho. Aparta-te dos tais”. (1 Timóteo 6:3-5) E não desejamos ser mal-entendidos aqui, como se fossemos contra a formação educacional, ou o estudo das línguas originais ou os sentidos mais profundos das palavras bíblicas, pois essas são todas boas coisas, e devem ser buscadas. Mas deveria ser evidente para todos que as palavras da revelação de Deus devem ser adequadas para os ignorantes, e não os sábios, quando consideramos que “…não são muitos os sábios segundo a carne… que são chamados”. (1 Coríntios 1:26) Pois ao chamar Seu povo do meio dos ignorantes, fracos e ignóbeis, Deus deve necessariamente escolher as palavras da chamada em termos simples e fáceis de entender. Foi por esse motivo que Paulo não deu muita importância para falar línguas estrangeiras entre os coríntios, pois não lhes era proveitoso, a menos que se empregassem palavras fáceis de entender. “Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? porque estareis como que falando ao ar.” (1 Coríntios 14:9) Ao interpretar as Escrituras, devemos primeiramente reconhecer que elas são uma revelação da Pessoa e vontade de Deus ao homem, e portanto são expressas em terminologia humana comum. Não devemos desnecessariamente complicar sua mensagem aplicando sentidos incomuns a suas palavras. O orgulho do intérprete da Palavra poderá ficar exaltado se parecer que ele tem a capacidade de descobrir muitas verdades misteriosas a partir de uma Escritura aparentemente simples e aberta. Contudo, isso não servirá para a edificação dos ouvintes comuns, o que é o mais importante. Que os frutos amargos do método de Orígenes de espiritualizar até mesmo os textos mais simples das Escrituras nos sejam de aviso contra tais práticas.

A LEI DO USO COMUM
ESTUDOS EM HERMENÊUTICA BÍBLICA

Ou, Leis Básicas de Interpretação da Bíblia

Essa lei está ligada à lei anterior, mas não é a mesma coisa, pois podemos aprender mais acerca do significado de uma palavra observando como é comumente usada. Muitas vezes ao observar todas as vezes em que determinada palavra aparece no Novo Testamento, vemos com que ela lida negativamente ou positivamente e a plenitude de seu sentido. Para citar uma ilustração: a palavra grega kosmos tem o sentido básico de ordem, arranjo, ornamento, adorno. É traduzida “mundo”, em todas as 188 vezes em que aparece, exceto em 1 Pedro 3:3, onde é traduzida literalmente “enfeite”. Muitas pessoas erroneamente presumem que essa palavra sempre e sem exceção se refere a toda a humanidade, mas tal não é o caso, pois um exame cuidadoso de todas as vezes em que ela aparece mostra que tem pelo menos treze aplicações diferentes. Portanto, ninguém pode com justiça interpretar qualquer texto usando kosmos se não levar isso em consideração e cuidadosamente estudar o contexto para apurar ao que é biblicamente aplicado. Deve-se temer que a negligência de fazer isso vem promovendo muita falsa doutrina.Ou para citar outro exemplo: Embora não tão comum hoje como eram há duas gerações, muitos pregadores tinham o costume de entrar em debates acerca de assuntos religiosos. A justificativa para esses debates era que raciocinava-se que embora nenhum dos dois debatedores pudesse ser influenciado ou mudado de sua posição, porém os que escutavam e observavam os debates poderiam aprender doutrina, e alguns, talvez, até mesmo se converter através disso. Isso soa lógico e bom.
Mas quando consideramos todas as vezes em que aparece a palavra grega traduzida “debate” (eris), vemos que jamais é usada num bom sentido. De modo oposto, Paulo a denomina obra da carne, que é condenada. “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias [grego eris = debate]”, etc. (Gálatas 5:19-20). E em Romanos 1:29 Paulo descreve os homens a quem Deus entregou a uma mente pervertida, para fazer aquelas coisas que não são convenientes, tais como estar “cheios de toda iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda (eris), engano, malignidade;” etc. De novo, ele pergunta em 1 Coríntios 3:3: “Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas [eris = debate] e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?”
Certamente não podemos visualizar como sendo boa qualquer coisa que ande em tal má companhia, como acontece com essa palavra, e achamos impossível ver qualquer coisa boa vindo daquilo que a Palavra de Deus declara que é uma marca de carnalidade. Isso só mostra como uma idéia errônea pode ocorrer quando o uso comum de uma palavra do Novo Testamento não é considerada e todos os seus usos comparados. Assim, muitas vezes nos esquecemos do aviso de 2 Coríntios 10:5, “Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo;”.Isso nos leva a considerar outra prática errada que é muito comum entre o povo do Senhor, e essa prática é fazer com que o bom senso comum seja o juiz e júri quanto ao que é certo numa interpretação ou prática. Já que “comum” significa aquilo que todos têm em comum, e as Escrituras muitas vezes nos avisam que a maioria da humanidade não é salva, nem espiritual, nem consciente da verdade, podemos ver o perigo de seguir o “bom senso comum” em assuntos espirituais. Se substituirmos o “bom senso comum” pelo “sentido e uso comum” de uma palavra no Novo Testamento, só poderemos esperar terminar em confusão. Na melhor das hipóteses, o “bom senso comum” é apenas raciocínio humano, no qual jamais se pode depender quando o bom senso se afasta do veredicto autorizado da Palavra. Paulo foi inspirado a mandar o povo do Senhor sujeitar todas as imaginações do homem à mente de Cristo, que é só conhecida através da Palavra de Deus, 2 Coríntios 10:4-5.Pelo fato de que a mente humana foi afetada pela queda do homem no pecado no Jardim do Éden, não se pode jamais confiar totalmente na mente até que a carne seja redimida na volta do Senhor. Até então, mesmo os cristãos precisarão constantemente ser renovados na mente, Romanos 12:2; Efésios 4:23, e eles jamais podem confiar em sua própria capacidade de raciocinar para interpretar a Palavra. Precisamos permitir que as leis já consideradas nesta série tenham impacto pleno sobre o sentido e uso comum de uma palavra, ou então o erro certamente ocorrerá.Nós nos aventuramos a dar outro exemplo da tolice de se afastar do uso comum de uma palavra — neste exemplo, o uso universal de uma palavra — e de substituir o raciocínio humano no seu lugar. Em Mateus 13:33 Jesus disse: “Outra parábola lhes disse: O Reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado”. Soltando as amarras do ancoradouro do uso comum, e dando liberdade para a imaginação, os homens têm concluído que aqui fermento era um tipo do Evangelho, que, assim pensava-se, ao ser introduzido no mundo, logo se expandiria no mundo inteiro, e faria com que todas as pessoas se tornassem cristãs. Essa interpretação foi dada como um meio de justificar uma falsa doutrina — o erro do pós-milenialismo, que só se pode aceitar mediante uma interpretação incorreta dos ensinos simples da Palavra de Deus. Chegou-se a essa conclusão sobre o sentido do fermento aqui apesar do fato de que o fermento (grego zume) jamais é usado num bom sentido, mas sempre num sentido maligno nas Escrituras. O uso comum dessa palavra é totalmente contra a interpretação de que o fermento aqui é um tipo do Evangelho, mas alguns homens que, em outros aspectos são bons e firmes, têm sido desencaminhados porque ignoraram essa Lei do Uso Comum. “Fermento” aparece quinze vezes no Novo Testamento, mais um número ainda maior de vezes no Antigo Testamento, e com a exceção da vez em que aparece em Mateus 13:33 e na passagem paralela de Lucas 13:21, é sempre como algo que se deve evitar, e os crentes recebem ordens de removê-lo. E esses dois textos não são exceções ao uso comum, pois ensinam a mesma verdade, exceto que aqui “fermento” é usado como uma representação ou metáfora. Referência a Mateus 16:12 revela com que intenção se tipifica o fermento na parábola de Jesus. “Então compreenderam que não dissera que se guardassem do fermento do pão, mas da doutrina dos fariseus”.A intenção da parábola de Jesus era mostrar, não os efeitos extensivos do Evangelho no mundo inteiro, mas em vez disso os efeitos extensivos e corruptores da doutrina falsa. Nas Escrituras, muitas vezes a mulher é usada para tipificar um sistema moral ou religioso, bom ou mau. Veja o aspecto mau descrito em Apocalipse 17:1. Nessa parábola a mulher representa um falso sistema religioso que introduz falsa doutrina no mundo religioso com o resultado de que o reino terreno do céu é pervertido. É exatamente isso o que aconteceu, começando no segundo e terceiro séculos, e o resultado foram todas as falsas igrejas do catolicismo e protestantismo. Todas as parábolas em Mateus 13 que antecedem à parábola do versículo 33 haviam predito somente um sucesso limitado na semeadura da semente porque o diabo mandaria obreiros maus para introduzir ervas daninhas (religiosos não salvos) no meio da boa semente, e essas seriam misturadas no reino do céu para seu grande prejuízo. Ter agora uma parábola que mostre expansão e sucesso quase universal do Evangelho seria uma contradição gritante do tema inteiro dessa série de parábolas, as quais estão todas inter-relacionadas, e harmoniosas em seus ensinos. Mas interpretação contra as representações, parece, não tem nada de errado para alguns intérpretes se a representação confirmar seu falso sistema de doutrina que não se poderia confirmar de outro modo. Mas tal é contrário a toda interpretação correta da Bíblia.
“O princípio da fermentação que lhe é inerente o torna o símbolo de corrupção, pois a fermentação é o resultado da maldição divina sobre o universo material por causa do pecado. Sempre na Bíblia, o fermento fala do mal em algum forma… Em Mateus 16:12, o fermento fala da doutrina diabólica em sua forma triplicada de farisaísmo (externalismo na religião), saduceísmo (ceticismo acerca do sobrenatural e das Escrituras) e herodianismo (mundanismo)”. — Kenneth S. Wuest, Word Studies In The Greek New Testament (Estudos da Palavra no Novo Testamento Grego), Vol. I, p. 162.
Essa necessidade de considerar o uso paralelo de uma palavra ao interpretar as Escrituras é mostrada em 1 Coríntios 2.12-13: “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais”. Aqui observamos várias coisas pertinentes sobre a interpretação das Escrituras. (1) É somente mediante o Espírito Santo que podemos entender as coisas de Deus. (2) Ele foi dado “para que pudéssemos conhecer” etc., o que dá prova de que é a vontade de Deus que Seu povo tenha consciência da verdade que está guardada nas Santas Escrituras. (3) Não se aprende essas coisas através das palavras da sabedoria humana, mas somente através das palavras da sabedoria divina. É por esse motivo que precisamos guardar as palavras que a sabedoria humana deu em vez de substituir os termos e sinônimos humanos onde for possível. (4) Finalmente, esse entendimento das coisas de Deus ocorre somente “comparando as coisas espirituais com as espirituais”. É isso que queremos enfatizar — a comparação de todos os usos de determinada palavra ou doutrina nas Escrituras é o modo divinamente ordenado de interpretar a Palavra. Uma das formas mais comuns de apresentação da Bíblia é o paralelismo — a colocação de duas declarações em paralelo uma com a outra a fim de compará-las, ou contrastá-las, assim definindo-as com mais clareza por cada parte explicando a outra.

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